sexta-feira, 15 de maio de 2015

Os desenhos japoneses e as lições empresariais

Vendo desenhos japoneses nesses canais da TV por assinatura (sim, vejo desenhos e não farei propaganda da TV por assinatura de graça) percebi que podemos extrair lições empresariais, senão vejamos os exemplos:

Num desenho chamado Yugi OH (desenho estilo jogos de RPG) o personagem título é um expert no jogo de cartas chamado "monstros de duelo".  É um jogo de estratégia, onde o jogador consegue reviravoltas surpreendentes durante seus "duelos". O que isso tem a ver com o mundo empresarial ?

Simples: Para chegar a estas viradas sensacionais o jogador:
              A) Avalia o jogador adversário e seu baralho (o que ele tem ou pode ter);
              B) Diante da avaliação que fez e comparando com seu próprio baralho ele pensa a melhor forma de subjulgar o adversário;
              C) Confia em sua habilidade e seus conhecimentos;
              D) Não fica parado esperando um milagre; age para que o "destino" jogue a seu favor.


Quantas vezes vemos empresas paradas, esperando um milagre; não planeja segundo suas capacidades, do mercado e da concorrência. Quantas empresas sabem realmente o potencial do "seu baralho"? Quantas empresas sabem o potencial do "baralho" da concorrência ?

O violente e famoso desenho japonês "Dragon Ball" em suas "n" versões também nos traz algumas lições. Para quem não conhece o anime, Dragon Ball conta a história de um lutador de artes marciais chamado "Goku". Este é um extraterrestre com super poderes que lute contra inimigos, igualmente, poderosos. 

Neste anime vemos todos os personagens amigos do protagonista colaborando para que este chegue e finalize o inimigo. COLABORAÇÃO é a palavra chave. Quantas histórias conhecemos de empresas que ficam jogando a culpa dos erros para outros setores ao invés de tentar resolver as demandas de clientes, por exemplo? Em lojas de varejo, quantas vezes vemos vendedores pouco se importando com a qualidade, o bom atendimento pois estão ali já pensando em seu próximo emprego? O conceito de "vestir a camisa" ou de espírito colaborativo nas corporações é muito pouco visto. Em momentos de crise, a execução deste conceito pode ser o detalhe para o sucesso ou fracasso de uma corporação.

Outro japonês que ensina alguma coisa para o mundo empresarial é "Naruto". Neste anime, o ninja Naruto é um jovem ninja em treinamento. Apesar de ter um poder oculto quase ilimitado, o mesmo precisa de  TREINAMENTO CONSTANTE para poder aprender a usar este poder que possui. Quantos funcionários conhecemos que acham desnecessário treinamento ? Quantos outros ignoram o mesmo? Quantas empresas encaram treinamento como despesa ao invés de investimento em capital humano ?


Pensem a respeito. 

Bons negócios

Um comentário:

  1. Maravilha de postagem. Ontem, passeando com meu marido pelo shopping, percebi algumas coisas que me chamaram atenção. Primeiro, quase todas as vitrines das lojas eram montadas com a mesma estragégia. Exemplo: de todas as roupas da vitrine, pelo menos duas peças, como um vestido e uma blusa tinham a mesma estampa. Vi isso em cinco lojas seguidas. Pesei: qual é a mensagem? É para o consumidor saber que se ele gostar daquela estampa ele pode comprar o vestido, a blusa, a bata, a calça, a saia e o short da mesma estampa? Sim, todas essas peças existem, acreditem. E mais: nenhuma delas me chamou atenção a ponto de eu querer entrar na loja. Eu até poderia me interessar por algo que estivesse dentro da loja mas não me senti atraída para entrar e conhecê-la. Por que será? Segundo, a maioria absoluta das lojas estavam vazias, sem clientes e com vendedores sem saber o que fazer. Pergunto: Há treinamento adequado? Há algum trabalho no sentido de motivar as pessoas que trabalham nessas empresas para que elas "vistam a camisa"? Alguém do escritório conhece seus concorrentes, sabem como eles agem e procuram se antecipar em suas estratégias? Alguém aproveita o talento de um bom profissional de sua empresa? Há colaboração em todos os setores da empresa, digo, desde o escritório até o consumidor final para que a empresa tenha sucesso e alcance seus objetivos? O responsável pela empresa percebe que ela não está bem e procura a ajuda de um bom gestor de marketing para ajudá-lo? Alguém da empresa se preocupa com tudo isso? A resposta é NÃO. Portanto, como consumidora, só posso lamentar. Quando um cliente caminha por duas horas pelo shopping e nada lhe chama atenção, não se enganem. O problema não é do cliente. Ele quer comprar. Ele só não se sente motivado a investir seu dinheiro. Não se sente atraído por nenhuma oferta. Portanto, não culpem o cliente, afinal de contas é ele que mantém sua empresa funcionando. Abraços e parabéns pela postagem.

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