Ajudando minha mulher a arrumar a parte dela do armário verifiquei uma situação interessante do cotidiano de muitos casais e que tem paralelo com a situação de mercado. Ela tem 70 cabides ocupados com as mais diversas opções de roupa e eu tenho apenas 28.
Devem estar se perguntando agora: o que isso tem a ver com o meio empresarial, marketing ou gestão ?
Simples de entender:
Pense numa empresa que tem muitos funcionários por setor e outra com poucos. Partindo do pressuposto que ambas fazem contratações acertadas de suas equipes temos dois exemplos de empresas inteligentes.
Aquela que tem maior quantidade de funcionários por setor tem variedade de pensamentos, idéias e, por consequência, de soluções para resolver as demandas diárias da organização.
Já a outra com poucos funcionários por setor compensa a falta de pessoal com profissionais acima da média para ter as soluções mais precisas e rápidas para solucionar as mesmas demandas.
Agora devem achar que somente a empresa de poucos funcionários é a ideal, visto que investe em menos profissionais e, por consequência, tem investimento menor.
Ops......Ledo engano.
O curioso é que a empresa de poucos funcionários tem um investimento semelhante a outra com muitos funcionários, pois aqueles, por serem diferenciados, tem remuneração proporcional, portanto compensando seu menor número.
E aos desavisados eu lembro: os profissionais diferenciados não aceitam remunerações vis ou falta de reconhecimento.
Veja se a empresa onde trabalha é eficiente, tem variedade ou tem gente demais mesmo ?
Sabem qual é o conceito básico do que acabei de escrever ? Valorização do Capital Humano.
Pensem nisso. Bom feriado, descanso por que Segunda feira o Brasil volta ao normal.
Realmente, ter uma empresa que funciona independente do número dos seus profissionais, desde que eles sejam excelentes no que fazem é perfeito. Você está no caminho certo pra ter sucesso. E concordo: as pessoas não valorizam o Capital Humano. Pena que as empresas não enxerguem isso. Se falar em investimento corre o risco de ser crucificado. Parece que todo mundo só sabe dizer: "não sei", "não me interessa", "não quero", "não tenho dinheiro", "estou cortando gastos" e por aí vai. E as empresas dizem isso sem ler as propostas que lhe são apresentadas e quando leem acham muito caro o trabalho do profissional competente, há anos no mercado com bons resultados e bem sucedido.Contratar um bom profissional para sua empresa não é despesa, é investimento necessário e urgente, principalmente nessa crise. Atualmente a maioria dasempresas estão começando a demitir em massa: ou começampelo pessoal do escritório ou pelos vendedores. Inclusive estão preferindo terceirizar o profissional de marketing. O problema é que a empresa não consegue ver uma oportunidade no meio dessa crise, não consegue se adaptar as mudanças que o momento exige. Fica perdida e não sabe reconhecer a proposta adequada de um bom profissional que poderá resolver todos esses problemas. O clima é de medo e tensão. Se a empresa não está satisfeita com os resultados da sua equipe de gerenciamento de marketing, a hora de mudar é agora porque "as receitas de bolo infalíveis" já não dão mais certo, aliás, sempre foram uma péssima escolha. A crise não aceita paliativos e maus profissionais. Se a empresa vai mal, tudo vai mal e o cliente percebe isso. Ele é o primeiro a se afastar. Por que gastar dinheiro num produto mal precificado, além de receber mau atendimento? Hoje o cliente é mais consciente e seletivo. Aprendeu seus direitos como consumidor e exige que a empresa o respeite. Querem produtos de qualidade a preços acessíveis e que estejam de acordo com a sustentabilidade e o meio ambiente. Como preencher tantas exigências e manter uma empresa saudável não só no nível econômico mas também social? Chega de improvisar. Que tal abrir a mente para novas ideias, uma nova proposta, um novo desafio? Tudo se resume a investir num bom profissional hoje para não ter que fechar as portas amanhã.
ResponderExcluirAbraços e parabéns pela excelente matéria.
Angela, sua visão como cliente é fundamental para nós, consultores, entendermos nosso papel dentro das empresas. As corporações brasileiras acham que as notícias de empresas estrangeiras demitindo são o único estágio de redução de custos delas. Na verdade a demissão de capital humano é a última alternativa, diferente do que acontece aqui. Para você cliente fiel da empresa X é complicado entrar nela para consumir e ser atendida sempre por uma vendedora diferente. ela não sabe seu nome, seu número, seus gostos......isso desgasta a relação cliente X empresa. Mas poucos lembram disso.
ExcluirVocê disse tudo o que penso atualmente. Fazemos parte de um cadastro no computador da empresa, muitas vezes somos clientes fiéis mas sentimos que existe uma impessoalidade imensa, é quase como um abismo entre a empresa e o cliente. A empresa não sabe quem sou, quais minhas preferências por seus produtos e nem o que penso sobre seu atendimento por parte de seus vendedores. Num tempo de crise como esse as empresas ainda não aprenderam a nos valorizar. E faz pouco tempo que constatei que o mau atendimento e o desprezo pelo cliente vão desde o trabalho executado nos escritórios até a venda final dentro da loja. Lamentável. Gastam tanto dinheiro em pesquisa e não conseguem atender seu próprio consumidor, não querem ver seus erros e se recusam a pagar por um bom profissional como um gestor de marketing, por exemplo. Parabéns pela matéria.
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