A primeira vista pode parecer um tema batida ou óbvio, mas pela crise que estamos vivendo e a síndrome de "eternas liquidações" o tema merece considerações.
Precificar presume, basicamente, custos (produção, lucro e impostos) adicionado ao fato da percepção de quanto o cliente está disposto a pagar por aquele produto ou serviço.
Já escrevi um post sobre as liquidações sem fim. Acredito que muitas delas tem correlação com uma falha grave dos escritórios: a falta de percepção do valor que os clientes dão e estão dispostos a investir em seus produtos/serviços.
Acredito que parte da solução da crise colocada ao mercado em 2015 está na correta percepção de quanto o cliente está disposto a pagar pelo produto ou serviço ofertado.
E como ter essa percepção de quanto o cliente está disposto a pagar ? Tal informação decorre do verdadeiro conhecimento de quem é o cliente.
Percebo nas empresas o fato dos clientes/patrões são tratados como números no cadastro: como pagam, quanto pagam, com que frequência compram. Mas o que as corporações fazem, efetivamente, para descobrir mais sobre o cliente e quanto ele acha que vale os produtos/serviços vendidos para empresa ?
Respondendo a meu questionamento título, a precificação é uma técnica mas muitas corporações fazem achologia. Um dos motivos da desaceleração das vendas.
Boa semana e bons negócios.
Realmente as empresas não conhecem seus clientes e não tem a menor noção do quanto queremos pagar por um produto ou serviço, de quanto achamos que ele vale. Não passamos de meros números nos cadastros de seus computadores. Se a precificação é uma técnica ela não está sendo aplicada porque a grande maioria não sabe como fazer ou acha desnecessário. Preferem adivinhar e o resultado é que as vendas estão descendo ladeira abaixo. Escrevi algo sobre o que nós clientes podemos fazer à respeito e o que será que as empresas deveriam fazer nessa crise. Passo adiante, aguardando seu comentário e espero que seja pertinente em relação ao assunto abordado. Abraços.
ResponderExcluir"EM TEMPOS DE CRISE COMO COMPRAR COM RESPONSABILIDADE?
Com produtos e serviços mais caros quais opções temos para continuar a investir nosso dinheiro? Continuamos a comprar uma ou duas peças numa loja de marca ou vamos investigar se o preço e a qualidade de uma loja de varejo, como os grandes magazines, preenchem nossas expectativas?
Mesmo tendo uma liquidação após a outra, mesmo podendo parcelar diversas vezes no cartão, a atual situação financeira não nos permite gastar/investir como gostaríamos. Numa grande loja de varejo podemos garimpar o suficiente para achar uma linda saia por R$ 100,00, que numa loja de grife está custando quase R$ 500,00 ou mais. Tenho visto preços surreais e má administração. Resultado: o cliente não compra e as lojas estão fechando suas portas de vez. Devemos sempre analisar a qualidade da peça e se o preço se justifica. Se vamos ao salão de cabelereiros temos que buscar bons profissionais nos dias de oferta. Quando vamos ao supermercado lutamos por cada centavo. Já não enchemos todo o tanque do carro como antes. Economizar luz e água é imprescindível, não é uma escolha.
Será que ainda é possível guardar algum dinheiro? O que você faz? Como se planejar em tempos de crise? E uma empresa? O que ela deve fazer para manter seus clientes, conquistar novos, não perder a qualidade de seus produtos e ter preços acessíveis? Deixo para os especialistas as respostas. Abraços."
Angela, suas considerações são pertinentes e demonstram que os clientes estão ligados nas questões econômicas, diferente do passado onde eles não compravam por que não podiam.
ExcluirQuanto a seu texto, perfeito, inclusive nas indagações que faz.
Abraços